quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

MÃE

Da minha avó herdei a reta, da senhora a curva.

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

para quem ainda não comprou

Livro > Literatura e Ficção > Literatura Brasileira



De: R$ 29,00 Por: R$ 22,91
BR INFINITARobson Correa de Araujo
Editora: Iluminuras



Objeto do Desejo
PREVISÃO DE POSTAGEM: Até 2 dias úteis.

RESENHA

Um texto guia para a BR INFINITA se faz necessário: siga a trilha das formigas, diz o primeiro capítulo, impondo o ritmo do romance. Então caro leitor, a trilha das letrinhas das palavrinhas deve ser seguida, mas como formigas que às vezes parecem loucas quando perdem sua carga ou quando são obstruídas no seu ir e vir, sempre voltando e encontrando o caminho do formigueiro. Aqui também nada é de graça, todos os erros fazem parte do percurso, assim como os acertos, mantenha-se na estrada com todos os seus pertences, não vamos parar no acostamento, esta BR nem tem área de escape.O rock já é romântico e não saberíamos dizer o q vai rolar se pedras ou ar nos pneu cheios. Um hipertexto? – Talvez um hipopótamo ligando o seu ventilador!Percorrer cada traço da estrada é a meta de quem quer saber do percurso, a câmera é lenta, esqueça as regras, mesmo esta, aqui a ligação é direta e cada signo um fotograma pra você leitor, colocar seu punctum, trazer suas coisas e somar com o piloto, que tem plano de dirigir e conversar até o final, sempre ouvindo dentro e fora do espaço-nave, sim, pode intervir do jeito que quiser a viagem não é a saída, tão pouco a chegada, mas a condução dentro do percurso enquanto rodar, a vertigem deste deslizar, olhe a paisagem se medo, sobreponha, não me deixe dormir, vou te levar para um porto seguro no final, não fique ansioso com a minha tocada, não vamos bater nem ficar sem combustível. Veja! – Ela serpenteia para cima e para baixo!Sente-se bem, respire com o abdômen, a marca dos pneumáticos no asfalto preto vai ser só um chiado gostoso de ouvir e filtrar, e depois de marcados as imagens vão conduzir (piloto automático) a trajetória da viagem. Boa Viagem! O fotógrafo e escritor Robson Corrêa Araújo vive e trabalha em Brasília. Dentre as exposições de suas obras fotográficas destacam-se “Traços”, no Espaço Cultural Renato Russo, em 2001; “ Idéias Circulares”, no Salão Negro do Congresso, em 2002; e uma homenagem aos cem anos de Oscar Niemeyer que circulou em diversos espaços da capital federal, em 2007. É autor dos livros de poesias Azul no Branco, Curtas e Y Semiótico. Participou com fotografias do livro Grito interrompido, da editora Fresta.

DADOS DO PRODUTO
TÍTULO: BR INFINITA ISBN: 9788573212914 IDIOMA: Português.ENCADERNAÇÃO: Brochura Formato: 14 x 21 96 págs. ANO DA OBRA/COPYRIGHT: 2008ANO EDIÇÃO: 2008AUTOR:
Robson Correa de Araujo

descarrilhar trens: meu ofício.


acho que vou cabular dia dois aí terei cinco dias de folga acabando e começando anos a falta antecipada sempre presente desde a mais nova idade esta coisa de pensar que antes era assim e agora está assado é coisa de velho que as vezes quer vingar mas expulso todos os clichés em busca do tempo perdido se não posso perder aquilo que não tenho e quem é dono do tempo esta coisa imposta por observação errada baseado na dualidade ora a dualidade é apenas um acordar-dormir ou clarear-escurecer ser ou não ser é dúvida-certeza sou tão tudo quanto nada e o meu fantasma vai habitar por x ponteiros ou dígitos que relatividade alguma fará permanecer, qual a diferença entre o homem e a mosca( insecto, não a do Sartre) ? o que sei é que a mosca tem asas e mais olhos que os homens e nunca vi uma com crise existencial além é claro de qualquer comunicação, mas quando menino falávamos assim: sei lá nunca fui mosca. sem saber ainda o quanto de mosca me habitava e o tanto de mim que na mosca estava presente, ilusão natural de tudo que pensamos ver saber de tudo que pensamos sentir sair pregando peças por aí a embalagem do sabonete presa por linha invisível aos olhos dos passantes desavisados que abaixavam para pegar o vazio de qualquer lavagem enquanto colocávamos em movimento o presente de grego o achado não perdido não caiu do céu não é peça-art não peça de direito de direito é eu não concordar com nada do que falas e defender o direito de falares até a morte com veneno ou não Voltaire a volta curva serpente picada aberta deixando sangrar escorre tinta quando imprimires...

FELIZ TUDO PARA TODOS FÉLIX, E NÃO PRECIZO DESEJAR MAIS NADA PARA NINGUÉM


qual a cor do seu descolorir? o que te leva a pensar que alguém pode ensinar? esta falsa humanidade estudo dirigido sem poder reconhecer o feio? interrogar suas certezas livrescas não saber o sabor do seu corpo deixando ele inchar antes da hora querer sempre o seu quintal esquecendo que um cândido fala de um jardim em todas as dimensões? morder a cobra em vez de deixá-la deslizar? ter um i um pseudo ideal da amizade de agenda com o mesmo já feito? eu não sei onde estão meus troféus! desta vez não fiz ainda questão de ir buscar a tarjeta de identificação do último cão que comprei! e quando sento pra fumar meu charuto sei que prometi não fumar ainda criânça em baixo do meu chápéu branco com peninha mas não trago! quando tive que parar de correr e beber pedalei os prazeres do ciclismo e volto com cuidado! espero sem esperar vivo o que vier e o que não vier também por aí ou aqui tanto faz faço e não me preocupo com o reconhecimento este amuleto do nada! as fofocas e as críticas são amigas íntimas e mesmo indo mais longe de que me vale alguém me falar do livro se não rolar a conivência! escrevo com as mãos os pés as pernas minha bunda meu pau minha bike meu jogo xadrez sinuca com a luz e sombra em todo universo impenetrável sopro respiro e sopro o ar não me pertence eu não existo nem reconheço a existência paradoxo doce glicose da explosão!

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

um texto da orientação?







A terra pode oferecer o suficiente pra satisfazer as necessidades de todos os homens, mas não a ganância de todos os homens”.
-Gandhi- _Consumismo é o ato de consumir produtos ou serviços sem consciência e sem necessidade. É compulsivo, descontrolado e se deixa influenciar pelo marketing das empresas que comercializam tais produtos e serviços. Muitos alegam que a propaganda induzem ao consumo desnecessário, sendo este um fruto do capitalismo e um fenômeno da sociedade moderna, rotulada como “a sociedade de consumo”. A diferença entre o consumo e o consumismo é que no consumo as pessoas adquirem somente aquilo que lhes é necessário para sobrevivência. Já no consumismo a pessoa gasta tudo o que tem em produtos supérfluos, que muitas vezes não são o melhor para si e quase sempre desnecessários. O consumismo tem origens emocionais, sociais, financeiras e psicológicas que juntas levam as pessoas a gastarem o que podem e o que não podem com a necessidade de suprir à indiferença social, a falta de recursos financeiros, a baixa auto-estima, a perturbação emocional e outros. Há curiosidade de experimentar devido a propaganda na TV e por ser um produto de marca. Algumas pessoas compram apenas para atender sua vontade de comprar. Além de consequências mentais ao consumista que são processos de alienação, exploração no trabalho, compulsão por gastar dinheiro (distúrbio observado principalmente nas mulheres) poluição visual e sonora, destruição de culturas, manipulação dos sentidos de tempo e trabalho, o meio ambiente também sofre com este “mal do século”, pois o aumento desenfreado do consumo incentiva o desperdício, a grande quantidade de lixo, a poluição atmosférica, o uso da energia nuclear, o esgotamento das reservas de energia e o aquecimento global, além do aprofundamento das desigualdades sociais. O filósofo francês Gilles Lipovetsky, professor de filosofia na universidade de Grenoble, na França, possui um rol de obras publicadas. Navega em temas como moda, feminino, consumo, publicidade, hedonismo, individualismo, luxo, moral. Gilles Lipovetsky rotulou a sociedade da época de A sociedade do consumo. Publicou, em 2007, A sociedade da decepção. O sumário se apresenta em três partes denominadas A espiral da frustração, Consagração e descrédito da democracia e Uma esperança sempre renovada. Na parte da espiral da frustração, em um determinado momento, ele trata mais especificamente do consumo, evidencia que “o que gera decepção não é tanto a falta de conforto pessoal, mas a desagradável sensação de desconforto público e a constatação do conforto alheio”. O autor ainda vai além afirmando que “a inveja provocada pelos bens não comercializáveis (amor, beleza, prestígio, êxito, poder) permanece inalterável, mas aquela provocada pelos bens materiais diminui”. Vivemos na sociedade do excesso, na sociedade da abundância. Nem que seja excesso de riqueza pra uns e abundância de pobreza pra outros. No meio, uma classe média que tem excesso de desejo e abundância de débito no cartão. Mas o que define um rico? Alguém disse que rico mesmo é aquele que compra uma coisa sem perguntar o preço. Em recente entrevista, o filósofo Gilles Lipovetsky comentou que a Daslu, onde se pode chegar de helicóptero é quase uma provocação. Este é um luxo voltado exclusivamente para os milionários, que não permite o fácil acesso a quem não tem moral financeira. Lipovetsky segue dizendo que vivemos na Hipermodernidade, caracterizada pelo hiperconsumo. Mas a Hipermodernidade é boa, porque permite que bastante gente tenha acesso não apenas a consumo de comida, roupas e entretenimento, mas também a consumo de tecnologia médica e de comunicação. A parte ruim é que essa mesma sociedade que prega o bem-estar, o lazer, o prazer, também experimenta uma grave incidência de perturbações, ansiedades, o que, no fundo, segundo o filósofo, parece nos dizer que “o poder de consumo cresce cada vez mais, mas a felicidade não”. O problema estaria em querer comprar a felicidade. Lipovetsky então concorda com Rousseau, pois para ambos a felicidade está na relação da pessoa com ela mesma e com os outros. Uma pessoa em conflito consigo mesma não consegue ser feliz, compre o que comprar – ou por isso mesmo ela compra o que consegue comprar. E a coisa piora quando não consegue pagar. O pior mesmo é ver como as marcas se tornaram o sentido da vida para muita gente. Como diz Lipovetsky, “não há drama no fato de alguém não poder comprar marcas e luxo; o drama é a vida não ter outro ideal senão o consumo”. Essa corrida pelo ter, fortalece o individualismo, que, segundo o filósofo Adorno, é o fruto de toda essa Indústria Cultural. A indústria cultural não se importa com seus efeitos nocivos, somente com os lucros que pode ter. A principal aliada da indústria cultural é a televisão, onde o receptor assiste programas com personagens ricos, como dificilmente conseguirá ser. Faz sair da realidade do cotidiano para tentar esquecer as contas a pagar e problemas a resolver. O público ideal para a indústria cultural são sujeitos psiquicamente mal formados, o que impera é a semi-informação (atitude anti-filosófica). Para Adorno é melhor ter cultura nenhuma, do que ter semi-cultura. Nela o que realmente importa é a quantidade e o lucro, não a qualidade. Segundo Canclini (pesquisador argentino), o consumo, de forma simples, é “o conjunto de processos socioculturais em que se realizam a apropriação e o uso dos produtos”. A principal categoria a que hoje se liga o consumo não é a racionalidade do uso das mercadorias, mas sim o valor simbólico da diferenciação social. Jean Baudrillard (filósofo francês) defende que “nunca se consome o objeto em si (no seu valor de uso) – os objetos (no sentido lato) manipulam-se sempre como signos que distinguem o indivíduo, quer filiando-o no próprio grupo tomado como referência ideal quer demarcando-o do respectivo grupo por referência a um grupo de estatuto superior”. Para Baudrillard a persuasão na publicidade “faz do objeto um pseudo-acontecimento que irá tornar-se o acontecimento real da vida cotidiana através da adesão do consumidor ao seu discurso”.Referências:LIPOVETSKY, Gilles. A sociedade da decepção. Barueri, SP: Manole, 2007. 84p.

ou ainda

isto de ir me leva de gastar sem o plano de vou remeter ao destinatário todas maneiras dos lugares apenas o mesmo lugar a língua servindo de estrada o país destruído pelo capital desgovernado estradas boas só as caras taxas interrompem o fluir do tapete primitivo sistema dinastias terceirizadas ir pelo clichê do ir mar & óleo xadrez zedrax zunir sem freio cavalgo o bispo salto da torre a rainha me serve estou nu por baixo e cada peão minha acção de graças as figuras guardam o centro ocupado por vira-latas de confiãça sabem do cedilha dedilhado por unhas aparadas com tesoura b&w 7 tons da mesma técnica meus bugalhos troca por alhos solha e sente HL hoje o livro está nas estantes virtuais basta clicar ler a apresentação e o L está lido comente a resenha aos críticos cri-cri faz o grilo grelo grélo magrelice do ontem minhas pernas divididas por novos movimentos pisam a areia AVIA inserção marca d'água lambida por nova onda não fica vai circular cardiovascular máxima velocidade do possível oxigénio hidrante amarelo serve de banco para a reflexão...

ainda em 2008...

.oi é que mamãe morreu e resolvi ir ao guarujá e bertioga rever a infãncia de tio os narizes de tico-tico meus irmãos em sangue derramado as estradas os pedÁGIOS os buracos mineiros o gás de cubatão passar batido pela marginal sem parar na capital pegar a balsa cair no porto de santos falar com os caminhoneiros dar bom dia à cavalo me perder nas pedras da encosta tendo como testemunha o paulinho e os meninos da favela que fizeram grande recepção soltar o galgo na areia ver os limites da passada cruzar com pernas trazeiras bem na frente das dianteiras tomar o caldo do carangueijo com o edilson por pura confraternização com o desconhecido cagar encher a sunga sujar todo o banheiro e ter o contacto com a própria merda em redenção absoluta fumar um charuto na padaria escrevendo com a stabilo vermelha os relatos de viagem fotografar minha boderek saindo da praia olhar nos olhos da filha mais velha em brodowski na volta entregar a br pra amelinha levar a biblioteca e ter seu exemplar além da distribuição correr de novo no canteiro da cãndido portinari no fim da tarde depois da tocada do guarujá até cãndinho e sua terra e uma saudade do meu blog represada com carinho para explodir de aqui de qualquer jeito afastam o muito que quero dizer faltar cabular todas as postagens deste intervalo oi é.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

leite e sangue

os passos dados rolam sem pensar foram pensados antes agora esqueceram e lembram sem nem um esforço quando ligada a cãmara cão sem chapéu pronto faro fino manda chuva gira sem escorregar batatinha quando nasce ingenuidade reforça os pensamentos de escape do chefe entre latas grades e outros elementos do caminho sempre sem segurança que não seja apenas escapar das armadilhas que tem o aparelho presente na arte ou na rua na casa de madame no barraco do cabeça ou no esconderijo da onça lá onde nem off road vai meu automático escapa de qualquer paisagem...

domingo, 14 de dezembro de 2008

por enquanto...

foi muito bom o lançamento do br infinita além ainda das críticas no dia seguinte quem ainda não comprou está em todas as grandes casas do ramo por 29 reais é pela EDITORA ILUMINURAS E TEM POSFÁCIO DO DOUTOR ANTÓNIO VICENTE SERAPHIM PIETROFORTE uma foto minha da galeria da câmara dos deputados mostra a parábola luz e sombra curva volta qual é a volta dizíamos em brasilândia de minas ao fechar um negócio fogo pago sem chapéu na cabeça, tem volta?

domingo, 7 de dezembro de 2008

UÊ NOSBOR, E O CONVITE?


eu, robson côrrea de araújo vou lançar um romance pela editora ILUMINURAS com posfácio do doutor ANTÓNIO VICENTE SERAPHIM PIETROFORTE, no dia dez de dezembro de dois mil e oito, na livraria SICILIANO do CONJUNTO NACIONAL BRASÍLIA, este romance em três capítulos, com oitenta e oito páginas leva qualquer um na bagagem e...às 19:00h começo os autógrafos...convido todos aqueles que por ventura tiveram algum tipo de contacto comigo( já disse isto antes...) para virem conferir a volta da BR INFINITA.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Palavras do Amigo Alber


Na estrada - para entregar um foguete a Robson
(homenagem ao escritor Robson Corrêa de Araújo)
Robson vai lançar um romance, viva Robson! Tenho apreço por esse menino, róseo matiz de nossa policrômica jornada. Robson na vida vai e vem. Qual balanço no parquinho da infância; qual menino naquele balanço, pendulando e contando horas e estrelas; pendulando e medindo nuvens e distâncias. Robson, na ilha, contempla as singularidades.
Sorri e balança. É a ilha que balança – Robson está como esteve, sentado à palmeira. A ilha balança sobre o mar; mar donde emergem o Rubayat, o Baghavat, as Folhas de Relva, O Grande Sertão e toda semente cósmica da vereda de sonhos por que Robson trilhará. O mar extático de Omar, formidável de Walt, impreciso de Pessoa, seco e contemplativo de Carlos, duplamente seco de Rosa, é o mar indefinido de Robson – mar da inkomunickhassão – místico espraiar do vinho sobre dores e amores.
Robson posicionou sua bike fumegante na BR-infinita. E ri à-toa qual menino a balançar sobre a ilha. Robson é uma ilha que balança sobre o mar. Às vezes, com base, às vezes kamikaze; Às vezes com risco, às vezes corisco; às vezes ilusão, noutras irrisão. Este é Robson: bravio mar que balança sobre a Terra-ilha.
Robson é um louco obstinado numa bólide que balança sobre a ataraxia. A Terra é a bólide, e Robson a via. Robson é Sexta-Feira da galática ilha. Crusoé viajor da ilha. Robson na trilha alarga a global psique.
Robson cruza o éon sentado no balanço de Minas.
Robson é a Terra em movimento pelo sistema interestelar.
Robson é o microssomo do cromossomo y semiótico.
Robson é o que você não entendia.
Robson maldito, mágico, gigante, profeta, erudito.
Robson era o sol, só que você não via.
Robson era sol e sistema e aí nem eu mesmo entendia. Robson era o Solar Sistema sobre a trágica Via. Robson dizia: palavra! E a palavra o seguia. Robson ia antes, e a prole de palavras o seguia. Robson era o puro raciocínio e pouco a palavra o detinha. Robson, calado, falava. Robson era o grávido guia sobre a Láctea Via. E a enxurrada de palavras o seguia.
Robson era a Via numa carruagem de fogo e crias. Robson era Buendia. E via no repasto... as formigas do tempo... a lhe devorarem os dias.
Robson era enxurrada e constelação. Robson lactante dava de mamar às crias.
As formigas, grávidas, quanto mais o comiam, mais do balanço pendiam (do balanço-pêndulo-palmeira que a infância revolvia). E deram de perscrutar a estrada – rodovia infinita – por onde nos futuros dias seus filhos se conduziriam.
Eu, de atalaia, sentado, via.
22 de novembro de 2008
Alber Vale de Paula

domingo, 30 de novembro de 2008

nas bancas


a br infinita vai ser lançada oficialmente dia 10 de dezembro de 2008 na livraria siciliano do conjunto nacional brasília às 19:00h pela editora iluminuras com posfácio do doutor em semiótica ANTONIO VICENTE SERAPHIM PIETROFORTE professor titular da universidade de são paulo(USP) e texto e fotos da capa e da orelha minhas assim como a audição demoníaca onde narro a ventilada do hipopótamo além da orelha onde abandonei o estilo para dar o texto guia que o meu editor pediu e gostou vamos e agora qual é o erro que querem para saírem dizendo por aí que mas...mas como que ele fez foi na manha do gato miau ... e isto num tem nada a ver ...é panelada e coisa e tal , como editaram ... como um doutor da usp se presta a este papel ...vai comprometer a cátedra ...e outras cogitas mais que sei que é próprio de quem ...mas mas...que que que...i!

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

como fazer

Electrolux lenovo prostrada no pó está minha alma salmão em fatias finas com limão galego fritar o couro fazer torresmo à milanesa sistema de defesa do organismo carga viral zero submetido ao exercício diário vontade de potência além do mal e do bem campus aberto guia material cautela o corpo quer falar no asfalto o invisível texto beta-endorfina drogas fora do poder ok k.o kkkkkkk ooooooooo picapau cinema mudo sem legendas água mineral nativa património estação de trabalho desbloqueada pressione o cérebro na página tem quem goste frequentar expor correr respirar descongelar pipoca brigadeiro hot dog refeição macarrão arroz batata carne moída omelete panqueca pudim bolo frutas sopas vegetais irmãos ligar e manter aquecido.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

QUAL É A RELAÇÃO

uso só o indicador na inserção meu punctum que já cavou três anos neste livro de anotações escolhe não cavar espaços para pausas dos outros quem quiser me seguir que entre no bonde em movimento este "B" seleccionado no modo manual menu discado do provedor digital sem gastar ainda as ranhuras desta ponta cai lentamente em cada poro dos sígnos fazendo a ventosa do polvo respirar a água do dia todos os orifícios são penetrados irrigação H com cúpula e bacia de lavar sangue negro tinta do escape desenha virtualmente a mentira chamado de verdade enquanto ferramenta masculina arte do manipular-se sentir a linguagem do corpo servir de campo de força como os guardas-chuvas do amor colorida Deneuve perfuma o meu francês enquanto dirijo da cadeira de lona com o bom baiano preso apenas nos lábios sem barba e bigode outra persona representando o papel de pai amor avô artista trabalhador do olhar tio irmão filho neto ainda da Filomena sobrinho da Diva louco sóbrio embriagar de sentimentos por todos os sentimentos dos outros sem administração sem governo nu de alma latir ri tal lat ir ao ritual das relações.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

acentuar o próprio

quando as metáforas me abandonarem e a minha língua estiver seca, tal qual a de papagaio, será que vou ficar repetindo palavras? ou vou repetir ideias com outros signos? "," posso ainda, repetindo palavras e ideias, dar novas imagens?
Neste jogo, as regras, os modelos e escolas pouco importam, mas, ter o que dizer com estilo próprio, é o que me estimula: novos ares, urina descendo num jato forte e longo o suficiente para ser considerado uma boa mijada...
O retrato enquadrado fala da vida além do vivido, propicia escape e delicadeza no observar, mesmo com luz artificial e clichê, ainda pede´pelo punctum dentro do studium, lacrando com cera quente vermelha o meu "r" minúsculo.
Meu pensar torto verga o aço da norma culta, molda a vertigem dentro de latas domésticas e embalagens plásticas de outros mares.
Nâo tenho medo de ficar sem imagens, esta possibilidade é só mais um clic do meu botão disparador.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

PRÉVIA DO CONVITE VIRTUAL

dia 10 de Dezembro de 2008 às 19:00 na livraria siciliano do conjunto nacional Brasília estarei lançando pela editora iluminuras o meu romance BR-INFINITA onde escapa numa só reta o além da curva conto com a presença de todos os que tiveram algum tipo de contacto comigo pois com certeza vão viajar juntos novamente venham conferir a narrativa direta na lata vento bom nos vidros abertos e quem gostar de ar condicionado vai no espaçoso porta-malas...

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

bela época

onde passo com minha merley made in holland clássica feminina preta com tapa corrente inteiriço na garupeira vai o neto contacto directo com as duas rodas dínamo de alumínio tranca de fábrica com chave única aro 28 pneus originais farol banco com molas foi do capitão asfalto comprei por sete peixes ele me devolveu uma onça só que esqueceu um peixe na minha carteira por não contá-los em nome da amizade ligou quando eu via nosferatus disse eu pescador que não conta peixes deixa escapar passo na fazenda piquet não confundir com briquet bsb solar compramos o pão e post.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

da de di dó du.

todos os bichos no carrinho de compras vermelho e amarelo com rodinhas brancas várias viagens rumo a cama do rei ARTUR ar tour voo da primeira asa sustentado por primeiro ar a chuva deu um tempo os pássaros voltam a piar o cão azul é o último carreto antes do porquinho rosa na almofada verde e lilás a mochila do cebolinha tem uma etiqueta da força aérea piloto-aviador id-10516601-1 voo noturno deste pequeno príncipe na terra dos homens arquivos signais plásticos desta indústria do brincar pés descalços em busca das mensagens que o caminho oferece farpa lição escapando pela fresta da estrutura novo sol novas sombras mesclam o quintal de verde e amarelo chumbo no céu quer pesar a primavera que sentada não se descreve...

domingo, 9 de novembro de 2008

processing


escrevo video
sem nenhum acento post do computador quando procuro um Ò indian feito do chão das gorduras das mãos das filhas que também arquivam vozes falares de distancias distanciais num cio que me escapa o ciclo queria mostrar a visão da sargeta vista dos que dormem nas calçadas sem fama l´rico cica corta minha língua misturo mesmo sem medo da embriaguês limite barco restaurador de escapes permanentes da vida de morte muito mais que a curva de kafka não volto com correções abstratas ou a forma pura hoje amei algo em mim que não sai aqui nem volta de onde veio escorre nas canaletas misturado ao vermelho fora da luz nas cavernas interiores escapa da chuva meu carro aberto quando saio cantando: " Há muito tempo que num tomo chuva Há muito tempo que num sei o que é tomar um toró" os vidros elétricos sobem, roldanas rangem escondidas...posso voltar ao texto? vítreo película permite um olhar além do vidro verde francês...

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

pré datado

times semit ó ica tempo escorrendo na ponta do dedo indicador indica ainda o restaurador de almas mortas arquivista da clínica du renascer di um sol made in japan plástico aeiou grunhir qualquer ruído restabelecer contacto com outras dimensões território árido do pensar gingando com a própria bunda passam transeuntes escrevendo outros passos da dança da colheita para dionísius nitendo uso o case guardando as figuras do xadrez as almas vão no bolso ação sem volta mesmo quando atravessa espaço e tempo condecorado rainha ainda é peão que virou nobre se cavalo sutíl óctuplo salto do pangaré caso bispo feminino movimento gay ou torre de espiar banho os reis branco & preto dual slalon atropelando bandeiras quadrado quadro grande e pequeno rock feitos antes do sétimo lance guarda fecho.

rasbisquinho em cima de letra

nav van goggh hoggg alma-de-gato vissiá não trocar por alma da mata pois não posso curála caso currase ia preferir com ç ainda vejo o gato confundindo com til serpente bote ou o rabinho do bichano sobra da calha pincelada única caco de tinta no muro caco-fone Filomena me observa por trás dos óculos embaixo do lenço chinês a vara de marmélo foi eu que colhí acentuando o vergão vermelha marco minha bunda branca ainda sem pêlos mas um chapéu panamá clichê do cine foto rex no centro do são miguél paulísta anos 60 o netinho da vovó...

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

interromper o processo

ao ir no cartório leve um amigo do lado esquerdo sempre é bom ter uma fiel visão passo na candanga e pego zezinho antes fumamos um da palha mineira com fumo capoeirinha trança marrom da minha maior idade infancia souza cruz minha tia trançando cortinas com maço de cigarros rótulos diversos estampas maravilhosas tomo café bom do preto véi meu amigo das antigas nas peladas nos corregos na bica no copo até nos jogos aquecemos bem antes de chegar mais de uma hora atrazados e lá estava a esfinge pedindo para ser decifrada e ouve o meu não na hora certa depois de meses esperando por este texto escritura que não é a minha dura inflexivel cem acento quebrada torta navelouca mas...

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

enxertando mudas

no bosque da constituinte só pode assaltar com projeto de lei complementar.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

consulex

antes setna um set étinico prós quilombolas quilombar cavalcante no seu azulão branco outras águas navegar embargar a cultura no cais ao chão trapos desbotados óleo natural suor do cavalo que recebeu a pomba gira sampa olhos B&W voz escapada sopa de clitóris deguste o que puder sempre tem mais ao molho pardo das passarelas late naomi minha cadela whippet dorme com a LÌGIA no mesmo quarto trapistas de outras minas ainda acenam com coloridas bandeiras retalhos da própria vestimenta lírico mina lírica desenhos com traço próprio diz da vida da casa da rua de tv cinema livros revistas internet univercidade que une ver cidade de dentro escapa aos modelos vencidos dos saraus produzidos pra serem administrativos atrativos de estímulos gratificantes...

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

"encontro marcado"


e na estação 23 twingo parado na vaga encontro o fabão passando numa volta ao lago com sua bike camuflada de preto estamos conversando quando entra o carro verde digo que é um mustang ele diz ter visto uma outra marca no alvo traseiro quando desce da nave Piquet ele quer fotografar vou na cola e pergunto se é um Ford Piquet diz uma edição limitada do Bullitt de 68 do filme da perseguição e coisa e tal pergunto por ontem ele diz não deu falo da minha aposta com o David que ganhei trinta contos poderia ter pago os trinta pela vitória Massa mas não deu lindo carro olhos diretos sem apresentação qualquer hora levo a BR-INFINITA ao meu nobre vizinho que ainda não teve par nesta história de F1 com toda a sagacidade brasileira nos nervos e a perspicácia deste gingar...

domingo, 2 de novembro de 2008

AUDIÊNCIA PÚBLICA


as árvores do saber, tão tortas quanto qualquer cerrado, encurto: árvores, saber cerrado! como percorrer todos os veios? indecentes, queremos marcas. quanto leva a forquilha do tempo pra arremessar um planeta? quem sabe do planeta que foi? de concreto nem o etéreo. uma folha se insinua na minha direção, rola dobrada seu canudo mal feito, desapareceu com vergonha, está na sarjeta, derby. este muro baixo saltar a vírgula meu modo no polegar: setas pressionadas menu home: abrir, girar: aperto o gatilho! _Tudo que foi congelado acorda sem saber do sono, rumina estomago meu, ronca algo que não comeu: fumo de uma nau cada vez mais distante. todas as vozes que gastei nos corredores, um s a sibilar. todos os chocalhos que balancei, guizos de beber. a marca registrada no fim da criança muda o signo tomada a chupeta. entorna sangue na esfera: bic, bic, bic. azul polar. quantos brancos tem o esquimó? pintar cavalos brancos na neve pra urso polar ver. modelos do sonhar sem sol pessoa por pessoa cais a cais porto aporto. passou uma tropical, voo baixo no fim da tarde, o céu pesa a chuva que não veio. anónimo moto boy leva a pizza nomeada. ar condicionado barulha os pios de recolhimento da beija-flor. ave de qualquer ninho bota na casa do joão de barro, nasce estrangeiro meu filhote, com muro pra saltar. ecoa signo, grita mudo na orelha do louco esta labirintite.
Chaves amarradas por fio azul abrem portas pequenas, balcão de fórmica negra emoldurado de ipê ocre: micros decadentes com programa civis, vício do aparelho CD. um ventilador Arno plástico sobre pedestal cinza, serralharia com soldas da grosseria, cadeiras rotatórias dos chefes velhos que nunca chegaram novos, pirolitos cromados com fita de língua de sogra impedem a passagem dos inoportunos. portas de vidros quebram e madeirites aguardam a próxima licitação. cones encaixados um no outro fazem um bacanal explícito em frente a portaria. a caixa amarela dos correios é um robô que não diz nada dos emails concorrentes, mesmo com uma perna só ainda lembra o do perdidos no espaço.

sábado, 1 de novembro de 2008

esperando voltar do pedal


210
toda minha vida num gritar de cigarras, um filme do estar.
liste o que viu, e mande via correio eletrônico: a parte que não corre neste é.
sinfonia da natureza, sempre dando mais do que podemos observar!
quase elemento
respire o que ver, olhe bem com seu nariz, e ouça o cheiro da vida dissipar, espiralando ao gosto do vento, queimando com o espiritual, escorrendo na terra, enterrado n'água: substrato pra outro voo...
grita joão de barro, seu parceiro voltou ao barro, neste ó que acentua o olhar pra cima, aqui de baixo sabiá laranjeira acorda a 313 bem antes do sol raiar, tirando o sono do mineiro que percebe neurose das luzes artificiais.
ri malhada
o cão lançando seu regulamento nos jardins das quadras com sua guia de correr, obesidade mórbida dona de caixote de concreto e carrinho de autorama rama ari passou com sua bermuda camuflada, menininha com vestidinho verde sai com a empregada.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

"as tais fotografias..."










meu diploma primário minha professora que esqueci o nome no distante colégio do jardim helena um lenço no pescoço a franja rumo ao lado direito a gravata cadarço frouxa sem apertar ainda e o tubo vermelho contendo a prova do crime título de nada desde o início a mentira imposta dos mais velhos... antes no trator laranja em itaquera por construir vendo o estopim ser preparado pelo tio zé para fazer tropeçar e jogar sua cabeça do outro lado do tiêtê branquinho como um estourar de luz as traças querendo o seu papel... e hoje no postinho do balão do aeroporto em cima desta égua dino aluminium da estrada percorrida até então rapé no nariz os propulsores arriados prontos para o comando da linguagem do corpo lastro fisiológico passado a limpo... câmera clara...

terça-feira, 28 de outubro de 2008

sim, bolos...

alimentei um elefante com todos os cacos, será que ele vai querer saber de voltar aos ossos?

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

iron fitness

anticrise e fundo soberano jogando com a sorte decisão no domingo o despertar de um pesadelo hoje e sempre um negócio seguro quer um fundo de catástrofe lamenta escalada de violência em escolas direitos humanos apóia ação contra torturadores a indenização da produção perdida é condição essencial para a prosperidade do fundo soberano do brasil está na pauta socorro será dado dia do médico ~há bancos com baixo risco de calotes critica à imprensa pinga fogo o mero contacto físico com a criança nos primeiros meses de vida é decisivo para o futuro da mãe produção de alho arma nuclear prêmio darcy ribeiro lei pelé patentes de remédios: SESSÃO SOLENE. tal e qual em alta lixo importado descaso quase, quase degustação pequena diferença curtinhas sem frigideira baixando a bola bilirrubina aliança da solariedade rangendo os dentes papai noel vetado: o máximo de potência luxo qualidade e segurança por preço de carro nacional e com a maior garantia do mercado é muita lorota perguntar não paga imposto as frases que ficaram honra ao mérito as dicas de especialistas fatos & fotos divergindo opiniões cuecão a propriedade intelectual desembarque de parlamentares tentando outra vez wall street poder e cobiça a sua família é maior do que você imagina doe e salve um irmão de sangue economia foi sem querer alerta de que a saúde não vai bem está no nosso dna empresas e negócios lipoaspiração quintuplica vendas três empresas das organizações top of mind 2008 dedicar-se ao magistério opinião na mira do chefe cinema nutrição cabeça quente amigos amigos mulheres à parte pisando no freio sexoholic tabefe outro som paris paris bem na fita a arte da guerra trincheira: expressões de violência e urgência o que é um autor contêmporâneo para vocês? _ descobrir novas vozes novas médias samba sem amarras de volta ao começo em busca de temas que fujam do lugar comum tramas viajam pela cultura de países distantes briga para provar que é só mais um rostinho bonito.

tesouro

meto a tesoura no cabelo e inauguro um novo personagem para os originais do samba dizerem: como fez isto vai arrumar ficou horrível você é um homem bonito corta o cabelo direito estava tão bom daquele jeito parecia o cara da novela e etc e tal e coisa que valha...
mas foi eu que cortei e não foi pra agradar ninguém talvez se cortássemos cada um do seu jeito sem imitar os "normais" os passos não seriam os mesmos de sempre...
cabelo olha o bac que belo para o vento desfazer...
a barba na lixeira os fios saindo da orelha e nariz brincos naturais...
outra figura palha aço queima dentro ruma no navio fantasma...
e aqueles que tem seus capacetes sempre lustrados dentro do padrão sigam a manada...

domingo, 26 de outubro de 2008

nascimento

cutucando o gigante que de adormecido só tem o atormentado do sono sinal de ontem um pilão de metal resto de antena velha pra apertar vil sem tragar pilar de qualquer casario de cartão postal de uma bucólica paisagem nitrato de prata sais de cobre e ferro dando o azul pedido pra dor entendida liga a brasa faz siderúrgico ver como é feito o aço deste pensar cinema sem público super oito engasgada na estante resto do ontem: liguem seus pequenos aparelhos e conectem com outra coisa fora da sala escura passem o tempo inundem a mente com o imagético global seremos sempre o homem das cavernas ouvindo discurso alheio vendo o que não vimos falando do que não sabemos...

sábado, 25 de outubro de 2008

estou limpo

largest palavras gestos do lar lavando o carro no carrefour sul enquanto corro com o short nike que o breula me deu e o resto do sapato da mesma marca azul sem cadarços a camiseta cáqui do arquivo brasília wesely & kim ficaram na estrada sem acostamentos sol protetor solar passadas antigas beta-endorfina expulsando gripe uma coca-cola na volta sentado no meio fio cheira rapé toma mate com limão gasto cinco pratas pra me hidratar vinte na lavada americana e topo por película escurecendo o filtro verde das laterais e do fundo 65 criando novos fantasmas vejo a mão da bizé grande e pesada com o ar condicionado ligado deslizo pro solar de bsb mato a fome com a massa da bárbara e suco de uva amendoim de sobremesa revejo o último ditador minha mão desce pesada no pequeno príncipe durmo e venho postar a latada de hoje: é da lata vermelha!

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

laranja vermelha

levantem somos os que já não perguntam mais o significado do verbo e se seguimos o significante vale tanto quanto o inverso como cobra na areia quente çaçaricamos até saci tiramos a perna com liçensa Lobato trator que amassa ferro passa com sua romã sem tirar o pino o amor ao contrário tem no quintal de Roma a granada aberta num quadro e há mor maior ainda que seguir br-infinita estrada de volta dos olhos ao cérebro percorrendo cada chip desta chupada de óculos escuros que c cia suando letrinhas macarronada com extrato do próprio sangue...

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

preto no branco

quem foi que explodiu o banheiro do diretor ?
comeu buxada de bode com sarapatel e uma feijoada só pra lavar?
não deu tempo de sentar?
vulcões de chocolate?
colheram amostras para análize?
quem é o pai da criança?
arrastou os dedos no mármore?
vão abafar a coisa?
dizem que é obra de mais de um homem?
era só um pontinho de mosquito?

terça-feira, 21 de outubro de 2008

de costa pro brejo

é chato escrever de novo repetir cavar .
mato um dragão com gelo seco, feita a armadilha, eles não passam mais por aqui, mas que rede bem feita, só enxergo a chama...

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

aparelho auditivo

inútil signo na estrada cerrado borboleta azul prata reflexo sinal narra voos sem coberturas esmaga suas pegadas com o rabo do dragão chama língua lambe lábios grandes flor d'água labirinto absinto mesma voz grito da manada o pato feio quer ninho de égua ver passarinho verde prosear de cócoras no fogão á lenha que crase moda da casa lindo salto sem circo abisma qualquer trapézio sem cama elástica o chão espera sem onça espreita qualquer caça pescar jacaré regular com cuspe a orelha acostamento nenhum a fila segue infinita br...

sol:los

estou na biblioteca no pc do carlinhos trocamos os rapés dei um de caratinga de semente de girassol e ele passou um pai joão sementes varias variante do inalar qualquer coisa de qualquer lugar resulta nisto o t da ligação direta na rua oito na descida do colorado sempre um carcará olhando por mim sobrevoa a cidade iluminada nesta primavera se é que pediram notícias minha continua minha releitura desassossegada do pessoa da pessoa em mim: nada!

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

anexo piada

lá na delegacia do baixinho o carrasco diz pra maria antonieta: só a cabecinha!

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

linda capa

abro uma v´rgula ao virgulino, iluminuras pra minha br...

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

"barbaridade isto é bom que mete medo"

pasteis não são bem errolados com r de rua a finesse deixo com o bobolizeu preciso fumar um phillips sabor chocolate, mesmo choco, acabo de chegar de amsterdã sado masoquista verde na manteiga racha xixim de galinha sim uma boa pedida contra casos não resolvidos que conduziremos ao bosque com qualquer torrão de terra sem mais delongas cada um com seu qualquer diz o clichê número tal o que não vou fazer desta vez é bancar jogo dos outros pois estou colocando fichas em outra jogatina bem mais lúdica é claro que me satisfaz com z mesmo meio bundista metade buda metade bunda para os desentendedores o n da questão bárbara estrangeira aos meus afetos.

domingo, 12 de outubro de 2008

signo cão

Cão corre quintal com travesseiro na boca menino balança na rede mulher fala de fazer natal sem o homem os pasteis foram comidos domingo é aniversário do Rafael e aí a bomba estourou e quase matou a mulher a Naomi ganhou uma casa de dois milhões de euros nos jardins inté turlé falô dá um beijo na sua tia antes de ir embora a Naomi rasgou um saco de pão tchau Naomi tchau o portão rangeu seus dentes de trilho em roldana enferrujada rugas a rua ainda não tem mas sabe ser pleonasmo pode apagar aqui saiu voando procurando um barato... Cão corre quintal com travesseiro na boca menino balança na rede mulher fala de fazer natal sem o homem os pasteis foram comidos domingo é aniversário do Rafael e aí a bomba estourou e quase matou a mulher a Naomi ganhou uma casa de dois milhões de euros nos jardins inté turlé falô dá um beijo na sua tia antes de ir embora a Naomi rasgou um saco de pão tchau Naomi tchau o portão rangeu seus dentes de trilho em roldana enferrujada rugas a rua ainda não tem mas sabe ser pleonasmo pode apagar aqui saiu voando procurando um barato...
Cão corre quintal com travesseiro na boca menino balança na rede mulher fala de fazer natal sem o homem os pasteis foram comidos domingo é aniversário do Rafael e aí a bomba estourou e quase matou a mulher a Naomi ganhou uma casa de dois milhões de euros nos jardins inté turlé falô dá um beijo na sua tia antes de ir embora a Naomi rasgou um saco de pão tchau Naomi tchau o portão rangeu seus dentes de trilho em roldana enferrujada rugas a rua ainda não tem mas sabe ser pleonasmo pode apagar aqui saiu voando procurando um barato... Cão corre quintal com travesseiro na boca menino balança na rede mulher fala de fazer natal sem o homem os pasteis foram comidos domingo é aniversário do Rafael e aí a bomba estourou e quase matou a mulher a Naomi ganhou uma casa de dois milhões de euros nos jardins inté turlé falô dá um beijo na sua tia antes de ir embora a Naomi rasgou um saco de pão tchau Naomi tchau o portão rangeu seus dentes de trilho em roldana enferrujada rugas a rua ainda não tem mas sabe ser pleonasmo pode apagar aqui saiu voando procurando um barato...
Cão corre quintal com travesseiro na boca menino balança na rede mulher fala de fazer natal sem o homem os pasteis foram comidos domingo é aniversário do Rafael e aí a bomba estourou e quase matou a mulher a Naomi ganhou uma casa de dois milhões de euros nos jardins inté turlé falô dá um beijo na sua tia antes de ir embora a Naomi rasgou um saco de pão tchau Naomi tchau o portão rangeu seus dentes de trilho em roldana enferrujada rugas a rua ainda não tem mas sabe ser pleonasmo pode apagar aqui saiu voando procurando um barato...

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

tacape

escapar é a moral do brasileiro, ética do escape.

zoom primavera

as cigarras com suas peneiras de esferas, garimpam
retirando apenas luz, do seu pouco tempo: fiz amizade com uma, hoje ela não veio...

PROCURA-SE

livros treliçados na biblioteca nacional, um título ao restaurador.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

desconceito

eles não é élis nem elis, o signo perseguido...

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

pio piano...

variando ele está no caso da onça que reza por almoço evangélico enquanto pego a calça preta de fazer ronda no jardim botânico o boné não me pagou o garfo kestrel vou reler Heráclito pessoa e terminar o desassossego cegar diante dos flashs do aparelho desgastado ainda funcionar publicamente...

terça-feira, 7 de outubro de 2008

na mata

enrendar a casa sempre um novo enredo esta renda que não é de noiva ou de viúva mas o filó de proteção contra pernilongo ou outros insetos que buzinam nos nossos ouvidos desbaratinando qualquer deslize de direção a produção atenta quando o diretor entorta a boca com o cachimbo do marronzinho este curió que veio curiar dobrando seu canto nos campos elizeos sem cair ainda na redinha estendida na frente da chama que quer acasalar ...

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

próxima parada...

fiz um verso definitivo, diz boom.
quebra as pernas do quero-quero.
biz zoom minha televisão cult.
quer quebrar as asas norte sul?
esplanada meu plano de voodoo...
bossa58 um galo de sacro ofício.
cacofonia, fone de qualquer ética.
ironia recurso de minguar a toada.
quer violar o luar?
a coruja sabe segurar placa de reserva hídrica...

domingo, 5 de outubro de 2008

nada bélico

ele falando e eu em off: augustus: Marco Aurélio refletindo na trincheira.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

HAIKU

bica no cú é
meu melhor calibre;
pra qualquer partida.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

mais uma virada à paulistano!

largo mostrar cidade e seus ícones fora de cartões postais de carro bike pé ar quem quer ver aquele ponto torto com um pingo em baixo pontos finais sem êxtase soprando entre dois pontos lábio a lábio minha coleção de almas mortas no retrato do nariz gargarejo o foco a coisa que espelho rouba empresto veículo pó de pirlipimpim minha emília ou emílio que só sabugosa sabe como limpar o orifício deste ofício de quatro ós penetro na pele com ventosas escorregadias...

terça-feira, 30 de setembro de 2008

: dois :

antes: o mesmo que depois
tudo: não representa mais nada
mesmo: qualquer confusão
bom: maneira de ser falso
presidente: título sem apito
repetir: vida de todos
sair: entrar noutra
escrever: copiar pensamentos
definição: dar fim
pensar: escapar proibições
falar: calar
calar: falar
dúvida: certeza que deriva
respeito: passado
net: moda atual
fazer: desmanchar
tudo tem nome imagem som e não é escola nenhuma:

inter nação

unidos nas separações alimentam aquele velho clichê da esperança quanto mais lama melhor quer os marmanjos no colo com apelidinhos de juninhos arruda inaugura unb no gama democratas novo bezerrão é show de bola segurança aumenta com posto policial 24h vai ficar mais fácil tirar documentos de identidades use para transformar o seu link de título em site desembarque de parlamentar famílias pedem respostas ainda sem conclusões juiz irritado com norte-americanos questão de honra punição a grevistas sem graça todo seu setembro novembro orion marmita de plástico foxprorace entrevista murilo mendes central de atendimento do cenin eu não gostei colocova o algodão nossa doce muito doce mesmo seu nome traíra regata pintou uma rapadura na jogada quebra aí quanto vale este tijolo? bem rápido minha opinião aquele da lanterninha estava com o celular dentro da jaqueta pra ligar melhor é entendeu? cadê a coca-cola vamos pintar seu cabelo de louro cajú pastel cigarrinho da paz do amor binho binho bisão bisão bisão se sabe? pentear o cabelo amor eterno deixa ali ó o capacete saia de tear são só vocês ixi ei robson robson caetano pista de qualquer crime?

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

poligonal

vou acalmar enquanto escrevo
um verso calmante
prazer em dizer de novo
estou vendo chiclete
masco a roupa que o boi comeu
quantos somos dentro deste eu
inútil pergunta da questão
sem tempo responderão
agora a calma já chega
vou passar babosa
amargar jurubeba
arder pi
vinha mesmo vinho
safra jacarandá
noite sândalo
sempre a corda
estrofe bala
mascaria fumo
cuspir cobra
serpente símbolo
nativa infra-estrutura social
urbana estratégia
empreendimentos exclusivos
territórios da cidadania.

mais uma

meu torpedo depenado na 7 desce com motor cheio antes o que perdia o pedal agora sem folga sou só ritmo quem vai encarar todos os dias sem folga e correndo da competição vejam o meu trem de corrida acaba com charuto e café misturo as pernas no mesmo copo aeróbio acentuando assim a potência do cio si garra estoura ao som do passo li rio branco a soma doutra admiração pro gado lambeu a boca mas subiu vai cair em cima do morro dos pimentas evitando nitroglicerina e pólvora fica em cima do calipau apagado com toda mecha queimada vai derreter nas chuvas e deixar arco enferrujar nas grimpas longe de todos os meninos.

sábado, 27 de setembro de 2008


sexta-feira, 26 de setembro de 2008

arroto blues

vou escrever um blues cana por não ter apanhado algodão destrinchar cada fiapo moer os nós nos dentes e sair com esmalte ainda para mastigar laranja japonesa pronto a rodar minha são paulo movido por fogo paulista e gin enfrentando qualquer parada antes de rolar sabendo a saída mais rápida não dúvida ponho um paulo no volante e atiro na mosca escapado do pelotão sou a fuga que escalera nenhuma pega miro os cafés os sebos os lançamentos aeroportos sou muitos junto ao presidente fazendo de conta que guardo enquanto vejo a volta todos os pescoços nas suas devidas guilhotinas enquanto sigo o cortejo de vozes do além...

escapuliu

eu sou fugidio escorregadio mas o cumpadre é mais escapou dos leõs de chacara da clinica vida abandonou o barco e ligou pra mamãe de longe nas minas dizendo onde estar a embarcação que por certo ainda vai servir para novas fugas nosso crack de bola um falcão do oriente que sabe de buda alcorão do rosto não quer ficar batendo tecla aqui nesta sala do lado da menina da limpeza vendo as pegadinhas idiotas dos you tubes do mesmo tubo todos no mesmo tubo sendo fumados pelo mesmo dragão que deve estar sentado na nuvem do sapão da historia do artur e vamos rir e interpretar brilho...

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

pois heresia

minto, sei mentir: escrevo.
finto, sei fintar: falo.
rindo, rimando: escarro.
mentira a verdade estabelecida
norte de qualquer rota
rodopiar a mosca...
mentiu seu último ar.
fintou sua volta.
riu ser.
repetir jeitos, modo serpente, este rastejar o vidro na areia quente, tão inútil quanto forma, espaços do mesmo ir.
sibilaria dedos de poderes, imitando o mágico dos nós, limitar a rede antes do fim do tecido, limiar do fio rompido.
terno de duque com passear jardim, uma língua índio minimal, outra vertente destes córregos daqui.
os mantos verdes
sistema refrigerante
elementais da natureza

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

ARISCO

estes testes lestes depois de walden caminho morno de um cerrado fulgurante cigarras me gritem quero zunir sua flora dançar toda fauna seu torto caminho me esconde depois da dom bosco vou rasgar seu barro vermelho depois de primeiras chuvas cicatrizar novas rachaduras mostrar onde a curruíla entra no buraco chapiscado dos muros condominus garrinchando regionalismos nego lizo tizil salta um coronel meus pássaros asas partidas da liberdade de anjos caídos vivendas minha berlin livresca bato cerrado bato rua bato lata bato bafo sempre no exercício de um novo cio cheiro forte meu nariz grande gogol minhas almas mortas retrato do velho vende meu Y

terça-feira, 23 de setembro de 2008

pronto

elementos desconfio com ironia tal que confio no fio bambo em que piso sempre desde sempre solto na corda bamba esticar fio por aí tropeçar tropeços dos deles os outros nozes simétrico quadro diamante empurro o coroão com elasticidade suficiente em cada lei rio passa mar mergulha vejo raso olhos de peixe angulo todo aberto.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

"tem boi na linha"

nada que acontece escrevo nunca quis dizer que aconteceu comigo pois sei que não acontece com ninguém nunca vai acontecer o escrito firmo causa e coisa estética burilado com muita preguiça diante dos pseudos doutores com seus títulos de cadeira sem sair e rodar com todos em seus ritmos confortáveis ou não ainda sento enquanto espero iluminar a estrada infinita destes postes .br o lugar que me cabe em cada semi-reta...

motorola

esbarrei em mim na saída do eu e nem liguei pois estou ligado véi e pilha só no rabo do outro um café sem açucar desce e análize o cão cheio de pulga antes do pau no gato esperar a máquina ficar livre e soltar o dedo fiz um haicai torto e a pampa miau lati o galo na porteira,,,vou parar antes do cara marcar presença.

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

servir?

é a estrada que pego quando quero sair do eu idiota de alguma circunstancia mesma distancia do circunflexo escapado mato todos os vivos de perto mando todos tomarem suas pílulas de dormir mas e dai cara e eu com isto sei lá o que quer dizer com isto seus devaneios de merda suas palavras ao vento estes tiques de intelecto assim começa a queda de soltar corpo no abismo do eu sozinho será que já desconfiaram que estou sozinho? as pessoas e seus caprichos de querer saber o que o outro faz só para se travestir de ser o que o outro é mesmo sem saber o que é vivem bem suas brincadeiras do mesmo todo dia previstos nas suas recorrências caminham nos mesmos caminhos satisfeitos por poder brincar de seja lá o que for. modelos de existências disponíveis em planilhas de massa desescrever cada palavra lida guardadas no movimento dos ventos impossível detectar o tempo certo da bola!

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

mínimas

um pescoço me quer enforca o ar que escapa tanto sopra poesia quanto infortúnio pergunte a ulisses jasão sabe dos argonautas aventuras de outrora meu elicóptero zangão simonimha ou o outro que é moda em paris atenas ou brasilândia de minas minusculo desacento minha palavra sem aspa mosca na sopa cachorro louco latin minto um pombo catando milho um de cada por vez grão a grão em de em grão passo de passo mas o pescoço me comove ele toma baldes de coca-cola.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

paisagem inútil

o abismo entre pensamento e clichê é de trocar olhos, imagina: quando digo administração sua e não concepção teor a lavra do meu punctum rasgada por prego de matar burros na pele viva sangue saindo das veias sem solução posso administrar minha loucura sem querer saber das suas intenções distintas para a humanidade ter que abandonar este jeito obediente de ser acho que está perdido se brinco ainda com isto é só pra manter a pegada enquanto a iluminuras não estende a BR- INFINITA.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

deixa de bobagem

os grandes chefes aqui presentes chefiam o máximo possível o ser chefe enquanto não chega a nova arremessa mas sabemos que se pudessem ganhar como tal e não chefiar nada seria o ideal de todos os grandes chefes nossos de todos os dias chovendo no molhado escorre a pobre crônica ante-administrativa pois administração não permite jogo de politicagem troca de favores clientelismo e outras cositas mais e se colocarmos no papel tudo que foi feito até então com todo o grupo receberíamos sim uma grande indenização pelas lesões passadas como não temos com quem falar vamos falando sozinhos dos cantos das portas das janelas do avião da laranja...

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

poema doado

tenho um mote gradiente não som mas de uso da força modelo pequeno polegar com cores designação numérica simbologia niveis de forças alternativas sendo subnível 1 subnível 2 avaliação da atitude do suspeito percepção de risco: branco azul verde amarelo laranja vermelho preto que são parâmetros do uso da força 0 1 2 3 4 5 x com cruz indicando morte bandeira silueta com voz e sem mão amarela raio alvo mantenho ausência de força presença verbal contato impacto letal ação de recuperação após o incidente postura aberta postura alerta postura defensiva dando entrevista persuasão aconselhamento aviso de mão livres algemas bastão agentes químicos sem impacto controlado arma de fogo pegada para condução ponto de pressão medidas de contenção passiva e ativa chave de pescoço aviso verbal mão no bastão apresentar o bastão mostrar o bastão ameaça com bastão usar o bastão aviso verbal : alto risco.

no papel

o poeta que aprendeu a fazer deixa de ser pois o fazer não é feito e sim ação estamos fazendo não temos nada feito ou teremos nunca faremos somos a poesia.

domingo, 14 de setembro de 2008

domingos


P
erpetua estilingue estica goma de mascar rebeldia tardia não mata um calango se quer mas a liga é viva o bastante para salivar a serpente bote preparado aguarda presa tudo mascado se desenrolar agora não vai fazer sentido vamos voltar a fonte pois este tipo escapou da mordida de cobra salivaria ainda com fumo bem bom charuto comprado na tabacaria brasília no taguacenter mas ortega faz voo livre para artur ver coruja bem te vi somos os astronautas deste hortoflorestal e exploramos cada urtiga destas terras nos os meninos avonetos twingos por aí...

sábado, 13 de setembro de 2008

na ponta do pé...

foto: Cassio Amaral
as pegadas apago com o caminhar não tenho menos que todos os caminhos : aumento da taxa de juros foi abusivo. curto baba-timão fechando a ferida tão rápido que por dentro fica aberto: crise na bolívia preocupa mercosul. o barulho do ar condicionado mistuta televisão com almoço: deputados divergem sobre intenção do governo de privatizar aeroportos. uma menina volta do grupo abraça sua mãe: projeto do executivo cria ministério da pesca e centenas de cargos. mostrar tudo da norma culta a rocha bruta e rimei todo bobão: lula é analfabeto em história do brasil, diz nilson pinto. era uma linha fina fui pegar aqui nunca tive tanta ação com isca artificial: deputado aponta risco de bodes expiatórios. ainda tá tudo aqui acuei o cano achei uma peça que tem a rosca da bomba: fruet: relação abin x pf deve ser apurada. a terra vai puxar mais demora: manifestantes cobram aprovação da pec do cerrado. dois casais amigos nossos só vai ficar bem quando: a souza cruz fumou o cristo. quebra nozes que nós comi mermo né?

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

abertura rocha

acabo de começar a jogar xadrez com o barbosão e estamos esperando a rocha atravessar no caminho que vamos detê-lo com um drummond ou du mont como querer ele isto ou como ele querer aquilo tanto faz ele não sabe ler mesmo se soubesse beberia os meus sss sibilando sem ser cobra ele tem seu próprio mundo autista enquanto navego artista meu barco herança de diomar simão vieira onde nau vergo qualquer aço made in japan antes de ser invadido por cultura norte americana solto o lastro tenho estrada a rolar em baixo dos meus pés esteira de sub-solo treinamento para maratona sempre independente só na estrada e sabendo do destino parto!

tá bom

os homens de uniforme azul estão trocando uma lâmpada na luz das 13:48, o rapaz de uniforme branco e verde com boné de bico de pato passou olhando o estacionamento, dois passaram de cáqui disseram até segunda robson; são da limpeza. O negro da televisão falou que está faltando coragem, recomendei a banca de revistas. O dono desta máquina chegou e quer marcar a presença dos que não vieram, vou parar de apontar e devolver o lápis antes de passar o avião...sim o pm está balançando os braços da sexta feira, três meninas de móveis na mão agendam o fim de semana ninguém liga para a placa azul com letras brancas: desembarque de parlamentares, dependurada na pilastra de concreto, perpendicular a parede preta do salão branco... amanhã estou de plantão na visitação por flusser mais ~ ~ ~ tius sonoros sons reverberam...

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

caminho mesmo


Aquele caminho céu acima hasteies as pontas das árvores no azul brigadeiro arremedo de ensaio fotográfico no jardim botânico bandeira com hastes tortas uma semente de sucupira como chicletes marcha da quarta feira emplacada PVC branco recebe versos da MPB e estrofes da poesia brasileira mas vou na contramão sem ler o lido antes meu caminho semiótico quase impossível no cerrado vegetação rica fonte inesgotável que sabe lidar com fogo melhor que eu com tecido e sub-tecido pronto para receber os pequenos diabos do incêndio as sombras no caminho treleiam o mandiocão a imbaúba o pequi a mamacadela o jacarandá-do-cerrado a perobinha o jatobá a Maria preta o baru, e.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

ESTOU NA SEMIFINAL DO PREMIO SESC

http://www.sescdf.com.br/arquivos/downloads/Premio_SESC_de_Fotografia_83937.pdf

brincar é bom

Andando não quero ser intelectual nem feliz proprietário uma estrutura de pensamento me domina há muito quando solto o corpo e deixo quicar os músculos a estrada encaixa somos feitos das mesmas partículas big bem bate o meio dia tendenietzsche frederico canta na porteira claro preferiria as idéias soltas sem retorno infelizmente algo amarrou a âncora breve estar mais leve por favor somos filhos do nada pode acelerar o buraco negro é realidade constante sempre sugando tudo boca de lábios invisíveis os plásticos empacotarão o tempo meu limite fica ao meu lado não desgruda que ainda faço de você o ilimitado limite prometo você não tem nada a perder...

terça-feira, 9 de setembro de 2008

embromo

ao acordar do texto de sempre ele perdeu o sentido do que iria escrever ele que nunca deu a mínima para significado de nada estava ali embaraçado com acentos pontos e outras barreiras gramaticais quando passou o avião do poema barulho com a deixa de dedicar ao Óscar o poema ovo de ema tirou um verbo da gema e fez este omelete sem tempero frio que só come quem não comeu nada ainda hoje: que preguiça sem autenticidade!

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

casa azul

foi muito bom acompanhar, acho que vou fazer um curso disso, sempre curso do rio antigo, estes garranchos guardam coisa, fogo cerrado pingo uma vírgula. foi bom te conhecer, letra e música: quantas maneiras de ter percepção musical? - tantas quantos homens!
mostraria mais que um tempo, vou mostrar como não ter medo de dizer, mostro do morro a cidade e suas curvas, como dobrá-las com acento. vou dizer dobrado um mês na sombra dito por ele e sua voz, natureza sem fim farias o que por mim? guimarães minha gente no lombo do burro, oh suzana não chores por mim aspas à canção!
fecho o bico de lacre vermelho sem ficar mole o fole perdeu um ferreiro.

bip