terça-feira, 4 de agosto de 2026

Sobre literatura


 Minha vida tão justa colada no corpo numa só pele que não dá pra ver as costuras dança conforme traço o risco do modelo a linha da curva desfilando por aí correndo ou de bicicleta escrevendo em cima do frágil poema alheio ao nome próprio familiar sem porto nau derivando em outros campos da lavoura arcaica água tecido...

Aproveitando ainda o mundo fashion desfile como papai vá de terno transparente de plástico pra repartição e mostre sua regata por dentro da samba-canção...

Arte genética de fábrica mamãe representava ia no guarda-roupas e se vestia de homem fazia bigode com lápis de sobrancelhas colocava chapéu de feltro marrom e saía na noite de casa em casa assustando os amigos vizinhos e familiares sem problemas...

A vida não é uma bula.

Tão pouco a roupa que se veste ela só sabe ser nua de tudo.

Com maior substância compara com o corpo diante do espelho se lapidando diante do vosso olhar dona!

Quanto mais falo destes eus meus mais se multiplicam mais se escondem em outros mais...

Finalmente ainda mentimos no derradeiro terno?

Que tal de bruços congelado?



 

  

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