terça-feira, 22 de setembro de 2026
O corpo detesta tédio
Das euforias da juventude até outro dia uma necessidade de ir atrás sempre promovendo encontros aqui e acolá como diziam lá em casa por não ter o que fazer né Robson pura perda de tempo sim sabendo sem querer investir toda a energia na causa própria saía resolvendo os problemas dos outros com ações com palavras as vezes nos divertíamos enquanto isto aos sessenta e oito e lá vai meses experimento soltar o corpo sentado escrevendo tenso enferrujado passei a vida toda alerta preparado constante atenção na espreita entre letras verbais orais imaginadas puxando a corda abrindo cortinas deste teatro do absurdo brasileiro me lancei ao mundo através da leitura permanente leio e escrevo me parece desde sempre incorporado sem satisfações nada de gratificações ou concessões quais queres porque os que sabem o que faço são tão poucos e há tanto tempo que não estou com eles pessoalmente mesmo que se devesse respostas aos presentes não é o caso do tipo do texto a linguagem pede todas as vias abertas pra vazar sua água literária cronicamente relaxado seguindo seu fluxo diário nenhuma vergonha nisto não viu cara sem-vergonha fica vermelho cria-vergonha-no rosto cor de ribeirão da prata lagoa das três meninas boi sentado Jundiapeba plantações de morangos dos japoneses sangue de boi pássaro gordo preto e vermelho drama familiar permanente...
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário