sábado, 26 de setembro de 2026

Jargões de época

Me assustei com a sombra da bananeira nas minhas costas sentado pra escrever ligado me virei pra ver melhor como se alguém tivesse entrado no meu ateliê trancado enquanto tal teria que ser pela janela no fosso de policarbonato ou já é reflexo de excesso de séries por certo além do tédio do dito invertendo o que foi feito na cara dura no seu estado de site de notícias populares manchetes vai conversar com seus amigos precisa escolher o que falar fora do jogo dos manda-chuvas-presentes jogo um cavalo duro de oito pontas afiadas no meio pra aplacar de vez o histórico dele recheado de peões passados chegarão ao fim e serão promovidos em rainhas dançantes no baile acabado sem mais homens o sabiá mente chuva pardais reclamam do calor bem-te-vi foi passear com o cachorro cara vela prende vento só seu pra singrar oceanos de letras lidas se fosse um assunto técnico esgotado já estaria logo no início assim que comecei a trabalhar ali pelos meus dezenove anos a administração pública é uma queridinha minha que sempre passou a mão na minha cabeça apesar das cipoadas dadas de ambos os lados mais de mil páginas entregue em mãos e fixadas nos murais o poeta do lugar era lido sabido conversado registrado em cartório fotográfico do céu-das-bocas da câmara escura federal é de assustar mesmo meus senhores devo ser o zumbi aposentado pedalando correndo nesta maquete modernista...   
 

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